Rima LXIV

04-11



Como guarda el avaro su tesoro,
guardaba mi dolor,
quería probar que hay algo eterno
a la que eterno me juró su amor.

 

Mas hoy le llamo en vano y oigo, al tiempo
que le acabó, decir:
¡Ah, barro miserable, eternamente
no podrás ni aun sufrir!

 

Autor del poema: Gustavo Adolfo Bécquer

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